sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MITO ou VERDADE: Tirar o pendrive sem remoção estraga?

Sabemos que tirar o pendrive sem ter o cuidado  necessário do computadornotebook  ou netbook é muito comum entre os usuários. Muitas pessoas já ouviram falar que retirar o pen drive bruscamente pode causar algum prejuízo à máquina ou mesmo ao aparelho em questão, porém, mesmo assim, a maioria não tem preocupação com o assunto. Outros, no entanto, desconhecem totalmente a questão.


Aos desinformados ou mesmo àqueles que pensam que a ideia de danificar algum aparelho ao tirar o pendrive sem um cuidado especial, fiquem sabendo que é bem possível ter prejuízos. A explicação para isso é bastante simples. O seu pendrive pode queimar caso seja removido sem cuidado, pois, qualquer dispositivo USB utiliza energia elétrica para ser identificado e lido pelo computador. Deste modo, em uma remoção brusca, sem fazer com que ele pare de funcionar, pode acontecer que uma corrente elétrica esteja passando nesse momento e assim fazer com que o pen drive ou mesmo a porta de entrada USB seja queimada.

Outra questão relevante na retirada brusca do pendrive é quanto a integridade dos seus documentos. Por ele possuir a característica de "hot-swappable", ou seja, pode ser conectado ou desconectado com o computador ligado, sem risco de dano ao hardware seja a porta em que encontra-se ligado ou mesmo o próprio dispositivo. Os dados armazenados podem sofrer danos caso o dispositivo seja removido bruscamente durante operações de leitura ou de gravação.

Para não termos surpresas ruins ao retirar o pendrive sem a forma dita segura o ideal é seguir os passos recomendados. Assim, quando desejar remover o pendrive de uma unidade, clique inicialmente no ícone “USB” na barra de tarefas, bem próximo ao relógio, após selecione o drive referente ao pendrive e clique nele. Deste modo é feita a remoção segura. No entanto existe outra forma também recomendada para a remoção do pendrive. Muitos especialistas defendem a ideia de que quando estamos usando um pendrive ou qualquer outro dispositivo removível, há um ícone que exibe a opção "Remover Hardware com Segurança", assim, o sistema assegura a integridade de seu pendrive e que não haja prejuízos de dados ao remover o dispositivo, como vimos anteriormente. No entanto, fala-se que é possível desconectar o pendrive com segurança sem avisar o sistema operacional. Para fazer isso, é necessário ter certeza que o mesmo não está mais transmitindo dados, ou seja, nem copiando e nem lendo arquivos. O pendrive costuma ter um led que fica piscando quando está em uso, realizando alguma operação. Então, se esta luz estiver apagada, dizem que é possível remover o dispositivo com segurança e assim, não danificar o pendrive e muito menos perder os arquivos. 


Fonte: http://www.oficinadanet.com.br/artigo/hardware/mito-ou-verdade-tirar-o-pendrive-sem-remocao-estraga

Mito ou Verdade: desligar o PC antes do Windows faz mal?


“João, desligue esse notebook e preste atenção na aula!”, disse o professor Mário enquanto João e seus amigos riam e apontavam para o computador durante a aula de Língua Portuguesa na faculdade. Ao perceber que o professor não brincava, um dos amigos de João decidiu tomar uma atitude drástica antes que ele pudesse fazer alguma coisa: apertou o botão desligar até que o notebook não exibisse mais nada na tela. De repente, João ficou pálido e disse ao amigo: “Se o meu computador começar a ter problemas, você vai ver!”. 

Se você já passou por algo parecido, mesmo que não tenha sido um amigo seu que desligou seu computador, já deve ter se perguntado: “Desligar o computador antes do Windows faz mal?”. Existem testes que dizem que se você fizer isso mais de dez vezes, pode causar danos irreversíveis ao seu disco rígido, de modo que o seu Windows não iniciará da maneira correta. Assim, podem acontecer travamentos e até mesmo problemas mais graves.

Entretanto, há outra linha de pesquisadores de defende a teoria de que este tipo de procedimento não causa danos físicos, e sim ao Windows, já que com essa medida o sistema não terá como finalizar os processos que está executando no momento em que você ordenou que o computador fosse desligado. Assim, vários arquivos são corrompidos e alguns programas podem parar de funcionar corretamente.

Se você adotar a linha dos pesquisadores que acreditam em danos irreparáveis no hardware, é bom ficar atento para problemas que podem acontecer devido ao corte brusco de energia nos circuitos do seu computador.

O mais prejudicado nesta história será o seu HD, que poderá não rodar da maneira correta e até mesmo ser riscado de uma maneira quase irreversível. Assim, o computador fica com problemas bastante sérios. 

Essa é uma questão que divide muitas opiniões pelo mundo afora. Sempre haverá quem diga que não vai acontecer nada, ou então aqueles que ficam abismados toda vez que veem alguém desligar o computador direto na energia.

O fato é que o sistema operacional precisa fechar algumas rotinas para que quando você ligue o computador novamente, encontre tudo como deixou no momento anterior. 

Desligamentos abruptos podem fazer com que alguns arquivos do sistema operacional sejam corrompidos e não funcionem bem. O Windows, assim como outros sistemas operacionais, trabalha com arquivos importantíssimos tanto na sua iniciação quanto no encerramento.

Para que o sistema continue a funcionar bem, é melhor que você use o processo convencional de desligamento através do Menu Iniciar do seu computador. Entretanto, se isso acontecer apenas uma vez ou duas, não precisa se desesperar como fez o João do exemplo acima.

O problema vem quando esse tipo de desligamento se torna frequente. As rotinas do Windows passam a ser cortadas ao meio, danificando arquivos. Imagine que o mesmo João estava fazendo um trabalho durante a aula em vez de assistir a vídeos no YouTube. Se o amigo dele desligasse o computador enquanto João estava salvando este trabalho, o Word talvez não tivesse tempo de fazer a cópia de segurança para que o arquivo pudesse ser retomado do último ponto de salvamento.
Agora, imagine que em vez de um trabalho, fosse uma configuração importante do seu sistema operacional. Se o Windows fosse desligado de repente, sem que houvesse tempo para salvar este registro, com certeza João enfrentaria alguns problemas para utilizar o computador.

Agora, vamos tratar sobre o hardware. Enquanto o seu computador está ligado, existe energia circulando pelas placas e circuitos. Essa energia é filtrada pela fonte, componente vital para o seu computador. A fonte é a responsável por permitir apenas a entrada de uma quantidade específica de eletricidade na sua máquina.
Há algum tempo, interromper a alimentação de um computador acarretaria consequências bastante sérias. Entretanto, as fontes de hoje em dia já conseguem garantir alguma segurança quanto a isso.

Mesmo assim, isso não significa que existe algum tipo de imunidade a esses problemas. Outra informação importantíssima: fonte não é o estabilizador. A fonte do seu computador fica dentro do gabinete. É dela que saem os fios amarelos, vermelhos e pretos para serem ligados aos dispositivos do seu computador. O estabilizador ou no break é um utilitário externo ao seu computador. É nele que você liga a tomada, para que aconteça uma estabilização da energia que é enviada ao computador.
Dependendo de onde você morar, a oscilação de energia pode fazer com que os componentes sejam danificados. Por isso, o uso do estabilizador se faz importante, já que ele possui peças dispostas de maneira que a energia que chega às suas placas e discos rígidos não se torne um problema.
Falando sobre discos rígidos, é importante lembrar do tempo em que o sistema operacional usado em boa parte dos computadores era o DOS.

Enquanto no Windows não é necessário fazer nenhum tipo de ação relacionada ao disco rígido para desligá-lo, no DOS o usuário precisava digitar a linha de comando “park” para que o HD fosse “estacionado” na posição correta. Caso isso não acontecesse, o disco poderia ser corrompido e todos os dados perdidos.

Fonte: 
http://www.tecmundo.com.br/windows-7/2692-mito-ou-verdade-desligar-o-pc-antes-do-windows-faz-mal-.htm

domingo, 29 de julho de 2012

Características do Cabeçalho TCP


Características

   TCP é um protocolo orientado à conexão que permite a entrega sem erros de um fluxo de bytes originados de uma determinada máquina em qualquer computador da inter-rede. Esse protocolo atua na camada de transporte oferecendo um serviço de transferência de bytes fim a fim, confiável, em uma inter-rede não-confiável.
   O protocolo fragmenta o fluxo de bytes de entrada em mensagens e passa cada uma delas para a camada Inter-Rede. No host destino, o protocolo TCP remonta as mensagens recebidas no fluxo de saída. O TCP cuida também do controle de fluxo, impedindo que um transmissor rápido sobrecarregue um receptor lento com um volume de mensagens muito grande.
   Todas as conexões TCP são full-duplex e ponto a ponto. Full-duplex quer dizer que o tráfego pode ser feito em ambas as direções ao mesmo tempo. Ponto a ponto quer dizer que cada conexão possui exatamente dois pontos terminais. O TCP é compatível com os processos de multicast e difusão. 

Pontos Finais de Comunicação

   O serviço TCP é obtido quando tanto o transmissor quanto o receptor criam pontos terminais, denominados sockets. Cada socket tem um número (endereço) que consiste no endereço IP do host mais um número de 16 bits local para esse host, chamado porta. Porta é o nome usado pelo TCP para um TSAP (transport service acess point). Para que uma conexão funcione, é necessário que uma conexão seja explicitamente estabelecida entre um socket da máquina transmissora e um socket da máquina receptora. 

Protocolo de Janela Deslizante

   O protocolo básico utilizado pelas entidades TCP é o protocolo de janela deslizante. Quando um seguimento de datagrama IP é enviado, o transmissor também dispara um temporizador.       Quando o segmento chega ao destino, a entidade TCP receptora retorna um segmento (com ou sem dados, de acordo com as circunstâncias) com um número de confirmação igual ao próximo número de seqüência que espera receber. Se o temporizador do transmissor expirar antes de a confirmação ser recebida, o segmento será retransmitido. Ainda há outros problemas que o protocolo TCP deve estar preparado para resolver como: perda de parte do segmento, chegada de segmento fora de ordem, duplicação de segmentos, congestionamento da rede, dentre outros.

Fluxo de Dados

   Cada máquina compatível com o TCP tem uma entidade de transporte TCP, que pode ser um processo de usuário ou parte do kernel que gerencia fluxos e interfaces TCP para a camada IP. Uma entidade TCP aceita fluxos de dados do usuário provenientes de processos locais, divide-os em partes e envia cada parte em um datagrama IP distinto. Quando os datagramas IP que contêm os dados TCP chegam a uma máquina, eles são enviados à entidade TCP, que restaura os fluxos originais.
   A camada IP não oferece qualquer garantia de que os datagramas serão entregues da forma apropriada; portanto, cabe ao TCP administrar os temporizadores e retransmití-los sempre que necessário. Os datagramas também podem chegar fora de ordem; o TCP também terá de reorganizá-los em mensagens na seqüência correta. Resumindo, o TCP deve fornecer a confiabilidade que a maioria dos usuários querem, mas que o IP não oferece.
   Um segmento que é grande demais para uma rede pela qual deve transitar pode ser dividido em vários outros segmentos por um roteador. Cada novo segmento receberá seus próprios cabeçalhos TCP e IP; portanto, a fragmentação realizada pelos roteadores aumenta o overhead total.

Controle de Congestionamento

   Os pontos finais de comunicação geralmente não conhecem detalhes de onde um congestionamento esta ocorrendo ou porque. Para eles, um congestionamento significa apenas um atraso durante a transmissão de dados. Infelizmente, a maioria dos protocolos da camada de transporte utilizam timeout e retransmissão de dados, aumentando o congestionamento.
  Para evitar congestionamento, O protocolo TCP reduz a taxa de transmissão quando ocorre um congestionamento. Os roteadores são informados da ocorrência de um congestionamento através do protocolo ICMP.
   O protocolo TCP utiliza duas técnicas para evitar congestionamento: slow-start e multiplicative  decrease. Em uma situação normal de transmissão de dados, tanto a janela de transmissão do emissor quanto a janela de recepção do receptor possuem o mesmo tamanho. No momento em que é detectado o início de um congestionamento, o TCP usa a técnica multiplicative decrease, que diminui pela metade a capacidade de recepção da janela do receptor, assim, a taxa de transferencia de dados do emissor também cai pela metade, diminuindo a retransmissão dos dados e, consequentemente, diminuindo o congestionamento na rede. Quando a rede volta ao normal, através da técnica slow-start o TCP aumenta gradualmente o tamanho da janela do receptor, até que esta retorne ao seu tamanho original.

Cabeçalho TCP

O cabeçalho TCP é constituído de:
  • Número Porta Origem/Destino: número da porta do programa de aplicação nos pontos terminais locais da conexão;
  • Número de Seqüenciação: posição de cada segmento de dado na palavra original;
  • Acknowledgement: especifica o próximo byte aguardado;
  • Tamanho do Cabeçalho: informa quantas palavras de 32-bits existem no cabeçalho TCP;
  • Reservado: campo reservado para uso futuro;
  • URG: usado para indicar um deslocamento de bit no número de seqüência no qual os dados urgentes deverão estar;
  • ACK: indica se o Acknowledgement é válido;
  • PSH: indica que o receptor dos dados deve entregar os dados à aplicação mediante sua chegada, em vez de armazená-los até que um buffer completo tenha sido recebido;
  • RST: reinicia uma conexão que tenha ficado confusa devido a uma falha no host ou por qualquer outra razão;
  • SYN: usado para estabelecer conexões. Basicamente, SYN é usado para denotar CONNECTION.REQUEST e CONNECTION.ACCEPT
  • FIN: encerramento de uma conexão;
  • Tamanho da Janela de Transmissão: indica quantos bytes podem ser enviados a partir do byte confirmado (o controle do fluxo de dados é gerenciado por meio de uma janela deslizante);
  • Checksum: confere o cabeçalho TCP;
  • Ponteiro Urgente: indica um deslocamento de bit no número de seqüência no qual os dados urgentes deverão estar;
  • Dados: dados a serem transmitidos.



sábado, 14 de julho de 2012

Protocolo de janelas deslizantes


Protocolo de janelas deslizantes é usado para a entrega confiável e ordenada de mensagens.
É um protocolo orientado a conexão (primeiro garante que a conexão está ativa, para depois iniciar o envio das mensagens) que garante que todas as mensagens enviadas são entregues aos destinatários integralmente e na ordem correta de envio.
receptor envia uma mensagem de confirmação de recebimento (ACK) a cada mensagem recebida. Se o transmissor não recebe o ACK de uma mensagem num tempo pré-estabelecido, ele envia a mesma mensagem novamente. O transmissor cria uma espécie de tabela, onde cada posição é uma janela, em que são gravadas todas as mensagens que foram enviadas.
A cada ACK recebido, avança uma posição da tabela para a direita (a janela “desliza”). Por questão de segurança, se o receptor receber uma mensagem com numeração fora do intervalo de numeração das janelas a mesma é descartada e se estiver na numeração, porém fora de ordem a mensagem é armazenada.

Protocolo de Janelas Deslizantes

  1. Um protocolo que envia um frame e aguarda a sua confirmação é ineficiente porque desperdiça o canal que é full duplex;
  2. Um sistema que resolve esse problema é o de janelas deslizantes;
  3. O emissor mantém uma janela de transmissão de frames enviados mas ainda não confirmados;
  4. Desta forma o mesmo pode transmitir mais frames enquanto aguarda a confirmação;
  5. A medida que o receptor recebe os frames, envia para a origem uma confirmação especificando até qual frame já recebeu corretamente;
  6. Com base nas confirmações recebidas, o emissor elimina da janela de envio os confirmados e transmite novos frames;
  7. O emissor deve manter um controle de timeout para cada frame enviado;
  8. O tempo de timeout define o limite de tempo em que a confirmação pode chegar do destinatário;
  9. Se dentro deste tempo, a confirmação não chegar, o emissor assume que o frame não foi enviado;


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Protocolo_de_janelas_deslizantes

sábado, 12 de maio de 2012

Comparação Entre o Modelo OSI e TCP/IP

OSI vs TCP/IP 
Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Ambos são baseados no conceito de pilha de protocolos independentes e a funcionalidade das camadas é muito semelhante. Por exemplo, em ambos os modelos, camadas de transporte e as demais acima dela fornecem um serviço de transporte independente de rede de fim a fim, processando pedidos de comunicação, formando o provedor de transporte. Também as camadas acima da de transporte são voltadas para o processamento de pedidos de comunicação. Apesar de terem semelhanças fundamentais, os modelos são muito diferentes. Veremos aqui as principais diferenças entre os dois modelos. É importante notar que estamos comparando os modelos de referência, não as pilhas de protocolo correspondentes. Os protocolos por si mesmos serão discutidos mais tarde. Três conceitos são centrais no modelo OSI: 
1. Serviços 
2. Interfaces 
3. Protocolos 
O modelo OSI faz uma explícita distinção entre estes conceitos básicos. As camadas inferiores fornecem alguns serviços para as superiores. Na definição de serviço, especifica-se o que cada camada faz, não diz como as camadas acima acessam e como ela trabalha. Há Uma interface de camada que diz aos processos acima como acessá-lo, especificando os parâmetros e os retornos esperados, mas não fala sobre o funcionamento interno da camada. Os protocolos pares usados na camada são assunto próprio da camada. Ele pode usar quaisquer protocolos que ele queira, desde que forneça o serviço requerido. Também pode mudá-los sem afetar o software nas camadas mais altas. Estas idéias são muito próximas às modernas idéias de programação orientada a objeto. Cada objeto (camada) tem um conjunto de métodos que podem ser acessados por processos externos ao objeto. A semântica destes métodos define o conjunto de serviços oferecidos pelo objeto. Os parâmetros dos métodos e os resultados da interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo e não é visível fora deste. O modelo TCP/IP originalmente não faz esta clara distinção entre serviço, interface e protocolo, embora muitos tenham tentado mudá-lo para torná-lo mais parecido com OSI. Por exemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela camada de internet são ENVIAR PACOTE IP e RECEBER PACOTE IP. 
Por esta razão, os protocolos OSI são melhor escondidos do que no TCP/IP e tem maior adaptabilidade para mudanças de tecnologia. Esta adaptabilidade é um dos propósitos principais de se ter protocolos por camadas no modelo inicial. 
O modelo de referência OSI foi criado antes da invenção dos protocolos. Desta forma ele não foi feito sobre um conjunto particular de protocolos, o que o torna bem geral. Isto significa que o modelo não foi formado sobre um conjunto particular de protocolos, o que faz ele ser bem geral. Em contraponto, os projetistas não tinham muita experiência e nâo poderiam ter uma boa idéia quanto a funcionalidade das camadas. Por exemplo, originalmente a camada de enlace somente lidava somente com redes ponto a ponto e quando então surgiram as redes teve de ser adicionada uma nova subcamada. Quando as pessoas passaram a construir redes usando o modelo OSI e protocolos existentes, descobriram que eles não atendiam as especificações de serviço requeridas e tiveram de adicionar subcamadas para superar as diferenças. Finalmente, o comitê originalmente esperou que cada país tivesse uma rede, gerenciada pelo governo e usando os protocolos OSI, logo a ideia de interconectividade. Resumidamente, as coisas não aconteceram assim.
Com o TCP/IP aconteceu o contrário: os protocolos vieram primeiro, e o modelo foi apenas uma descrição dos protocolos existentes. Por isso não houve problema com protocolos tendo que se adaptar ao modelo, eles se encaixam perfeitamente. 
O problema é que nem toda pilha de protocolo se encaixa no modelo. Conseqüentemente, não podia ser utilizado para descrever redes que não fossem TCP/IP. 
Falando mais especificamente, há uma diferença óbvia entre os dois modelos que é o número de camadas: OSI tem sete e o TCP/IP tem quatro. Ambas têm camada de rede, de transporte e aplicação, mas as outras são diferentes. Outra diferença está ligada ao tipo conexão da comunicação: comunicação sem conexão(CSC) versus comunicação orientada à conexão(COC). Na camada de rede, OSI suporta ambos e O modelo TCP/IP tem somente um modo. Na camada de transporte, OSI possui somente COC, onde ele influencia (porque o serviço de transporte é visível aos usuários), enquanto que TCP/IP suporta ambos os modos na camada de transporte, dando uma escolha aos usuários. Esta escolha é especialmente importante para protocolos simples de pergunta e resposta.

terça-feira, 1 de maio de 2012

SISTEMAS DE NUMERAÇÃO

Conversões entre Bases 
Vamos analisar agora as regras gerais para converter números entre duas bases quaisquer. 

 Conversões entre as bases 2, 8 e 16 
As conversões mais simples são as que envolvem bases que são potências entre si. Vamos exemplificar com a conversão entre a base 2 e a base 8. Como 23 = 8, separando os bits de um número binário em grupos de tres bits (começando sempre da direita para a esquerda!) e convertendo cada grupo de tres bits para seu equivalente em octal, teremos a representação do número em octal. 
Por exemplo: 101010012 = 10.101.0012 (separando em grupos de 3, sempre começando da direita para a esquerda) Sabemos que 0102 = 28 ; 1012 = 58 ; 0012 = 18 portanto 101010012 = 2518 Se você ainda não sabe de cor, faça a conversão utilizando a regra geral. 
Vamos agora exemplificar com uma conversão entre as bases 2 e 16. Como 24 = 16, basta separarmos em grupos de 4 bits (começando sempre da direita para a esquerda!) e converter. 
Por exemplo: 110101011012 = 110.1010.11012 (separando em grupos de 4 bits, sempre começando da direita para a esquerda) 
 Sabemos que 1102 = 616; 10102 = A16 ; 11012 = D16 ; portanto 110101011012 = 6AD16 
 Vamos agora exercitar a conversão inversa. 
Quanto seria 3F5H (lembrar que o H está designando "hexadecimal") em octal? 
O método mais prático seria converter para binário e em seguida para octal. 3F5H = 11.1111.01012 (convertendo cada dígito hexadecimal em 4 dígitos binários) = = 1.111.110.1012 (agrupando de tres em tres bits) = = 17658 (convertendo cada grupo de tres bits para seu valor equivalente em octal). 

 Conversão de Números em uma base b qualquer para a base 10 
Vamos lembrar a expressão geral já apresentada: Nb = an.bn + .... + a2.b2 + a1.b1 + a0.b0 + a-1.b-1 + a-2.b-2 + .... + a-n.b-n A melhor forma de fazer a conversão é usando essa expressão. 
Tomando como exemplo o número 1011012, vamos calcular seu valor representado na base dez. 
Usando a expressão acima, fazemos: 1011012 = 1x25 + 0x24 + 1x23 + 1x22 + 0x21 + 1x20 = 32 + 0 + 8 + 4 + 0 + 1 = 4510 
 Podemos fazer a conversão de números em qualquer base para a base 10 usando o algoritmo acima. Exemplos: 
a) Converter 4F5H para a base 10 . 
Solução: 
Lembramos que o H significa que a representação é hexadecimal (base 16). 
Sabemos ainda que F16=1510. Então: 4x162 + 15x161 + 5x160 = 4x256 + 15x16 + 5 = 1024 + 240 + 5 = 126910 
 b) Converter 34859 para a base 10. Solução: 3x93 + 4x92 + 8x91 + 5x90 = 3x729 + 4x81 + 8x9 + 5 = 2187 + 324 + 72 + 5 = 258810. 
 c) Converter 7G16 para a base 10. 
Solução: 
Uma base b dispõe dos algarismos entre 0 e (b-1). 
Assim, a base 16 dispõe dos algarismos 0 a F e portanto o símbolo G não pertence à representação hexadecimal. 
 d) Converter 1001,012 para a base 10. Solução: 1x23 + 0x22 + 0x21 + 1x20 + 0x2-1 + 1x2-2 = 8 + 0 + 0 + 1 + 0 + 0,25 = 9,2510 
 e) Converter 34,35 para a base 10. Solução: 3x51 + 4x50 + 3x5-1 = 15 + 4 + 0,6 = 19,610 f) Converter 38,38 para a base 10. Solução: Uma base b dispõe dos algarismos entre 0 e (b-1). 
Assim, a base 8 dispõe dos algarismos 0 a 7 e portanto o algarismo 8 não existe nessa base. 
A representação 38,3 não existe na base 8. 

 Conversão de Números da Base 10 para uma Base b qualquer 
A conversão de números da base dez para uma base qualquer emprega algoritmos que serão o inverso dos acima apresentados. Os algoritmos serão melhor entendidos pelo exemplo que por uma descrição formal. Vamos a seguir apresentar os algoritmos para a parte inteira e para a parte fracionária: Parte Inteira: O número decimal será dividido sucessivas vezes pela base; o resto de cada divisão ocupará sucessivamente as posições de ordem 0, 1, 2 e assim por diante até que o resto da última divisão (que resulta em qüociente zero) ocupe a posição de mais alta ordem. Veja o exemplo da conversão do número 1910 para a base 2:
Experimente fazer a conversão contrária (retornar para a base 10) e ver se o resultado está correto.

Parte Fracionária
Se o número for fracionário, a conversão se fará em duas etapas distintas: primeiro a parte inteira e depois a parte fracionária. Os algoritmos de conversão são diferentes. O algoritmo para a parte fracionária consiste de uma série de multiplicações sucessivas do número fracionário a ser convertido pela base; a parte inteira do resultado da primeira multiplicação será o valor da primeira casa fracionária e a parte fracionária será de novo multiplicada pela base; e assim por diante, até o resultado dar zero ou até encontrarmos o número de casas decimais desejado. Por exemplo, vamos converter 15,6510 para a base 2, com 5 e com 10 algarismos fracionários:

Obs.: Em ambos os casos, a conversão foi interrompida quando encontramos o número de algarismos fracionários solicitadas no enunciado. No entanto, como não encontramos resultado 0 em nenhuma das multiplicações, poderíamos continuar efetuando multiplicações indefinidamente até encontrar (se encontrarmos) resultado zero. No caso de interrupção por chegarmos ao número de dígitos especificado sem encontramos resultado zero, o resultado encontrado é aproximado e essa aproximação será função do número de algarismos que calcularmos. Fazendo a conversão inversa, encontraremos:

Com 5 algarismos fracionários:
Parte inteira: 11112 = 1510
Parte fracionária: 0,101002 = 1x2-1 + 0x2-2 + 1x2-3 + 0x2-4 + 0x2-5 = 0,5 + 0,125 = 0,62510


Com 10 algarismos fracionários:

Parte inteira: 11112 = 1510
Parte fracionária: 0,10100110012 = 1x2-1 + 0x2-2 + 1x2-3 + 0x2-4 + 0x2-5 + 1x2-6 + 1x2-7 + 0x2-8 + 0x2-9 + 1x2-10 = 1/2 + 1/8 + 1/64 + 1/128 + 1/1024 = 0,5 + 0,125 + 0,015625 + 0,0078125 + 0,0009765625 = 0,649414062510


Ou seja, podemos verificar (sem nenhuma surpresa) que, quanto maior número de algarismos forem considerados, melhor será a aproximação.


Conversão de Números entre duas Bases quaisquer
Para converter números de uma base b para uma outra base b' quaisquer (isso é, que não sejam os casos particulares anteriormente estudados), o processo prático utilizado é converter da base b dada para a base 10 e depois da base 10 para a base b' pedida.
Exemplo: Converter 435 para ( )9.
435 = (4 x 5 + 3)10 = 2310 ==> 23/9 = 2 (resto 5) logo 435 = 2310 = 259

sábado, 28 de abril de 2012

TI - Tecnologia da Informação 


       A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir o armazenamento, o acesso e o uso das informações. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que há várias definições para a expressão e nenhuma delas consegue determiná-la por completo. Sendo a informação um patrimônio, um bem que agrega valor e dá sentido às atividades a utilizam, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial. Além disso, é necessário buscar soluções que tragam bons resultados, isto é, que permitam transformar as informações em algo de maior valor ainda, principalmente se isso for feito considerando o menor custo possível. 
         A questão é que não existe "fórmula mágica" para determinar como utilizar da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros aspectos relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas. Do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ser a consequência. Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede, a companhia fez gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa comprar as mais caras, mas aquelas que possuem os recursos necessários. Por outro lado, imagine que uma empresa comprou computadores com vídeo integrado simples à placa-mãe (onboard) e monitor de 15 polegadas para profissionais que trabalham com Autocad. Para esses funcionários, o correto seria fornecer computadores que suportassem aplicações pesadas e um monitor de, pelo menos, 19 polegadas. Máquinas mais baratas certamente conseguiriam rodar o programa Autocad, porém com lentidão, e o monitor com área de visão menor dá mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição das máquinas reflete diretamente no desempenho.        Por isso, é preciso conhecer quais as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada atividade, de cada indivíduo. Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor de rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a empresa não tem expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que comprar um ônibus para uma família de 5 pessoas. Mas o problema não é apenas este. Se este servidor, por alguma razão, parar de funcionar, a rede ficará indisponível e certamente atrapalhará as atividades da empresa. Neste caso, não seria melhor adquirir um servidor mais adequado às necessidades da companhia ou mesmo considerar o uso de uma solução baseada em computação nas nuvens, por exemplo?
Com estes exemplos, é possível ter uma pequena ideia do qual amplo é o universo da Tecnologia da Informação. Independente da aplicação, há ainda vários outros aspectos que devem ser considerados, por exemplo: segurança, disponibilidade, uso de sistemas adequados (eles realmente devem fazer o que foi proposto), tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), legislação local e assim por diante.

O profissional de TI

As tarefas de desenvolver, implementar e atualizar soluções computacionais cabem aos profissionais de TI. Por causa de sua amplitude, a área é dividida em várias especializações, tal como acontece com a medicina, por exemplo. Sendo assim, há profissional de TI para cada um dos seguintes segmentos: banco de dados, desenvolvimento, infraestrutura, redes, segurança, gestão de recursos, entre outros.
Para cada uma dessas áreas, há subdivisões. Por exemplo, em desenvolvimento, há profissionais que atuam apenas com softwares comerciais (como ERP), outros que trabalham apenas com a criação de ferramentas para dispositivos móveis, outros que concentram suas atividades na internet e assim por diante.
Via de regra, interessados em seguir carreira na área de TI fazem cursos como ciência da computação, engenharia da computação e sistemas de informação, mas há outros, inclusive com foco mais técnico, como tecnologia em redes de computadores e tecnologia em banco de dados, além de cerificações e cursos de pós-graduação para profissionais já formados.

Finalizando

Quem precisa de TI? Nos tempos atuais, a sociedade como um todo. Hoje, a informatização atinge as mais diversas áreas do conhecimento e está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, mesmo quando elas não percebem.
Se você declara imposto de renda, seus dados são processados por computadores do governo. Se você tira passaporte, seus dados ficam cadastrados em um banco de dados da polícia federal (ou de outro órgão competente, de acordo com o país). Se você faz compras no mercado, passa pelo caixa, que dá baixa dos produtos no sistema da empresa. Para você usar o telefone, uma complexa rede de comunicação controlada por computadores é utilizada. Enfim, exemplos não faltam.
A Tecnologia da Informação, portanto, não é apenas sinônimo de modernidade. É, acima de tudo, uma necessidade dos novos tempos, afinal, informação sempre existiu, mas não de maneira tão volumosa e aproveitável.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como funciona o Velox/Speedy/Turbo ADSL

Os principais serviços de Internet Banda Larga do país usam uma tecnologia denominada ADSL para transmissão do seu sinal abaixo segue algumas informações sobre esse serviço:

ADSL é a sigla para Assymmetric Digital Subscriber Line ou “Linha Digital Assimétrica para Assinante”. Trata-se de uma tecnologia que permite a transferência digital de dados em alta velocidade por meio de linhas telefônicas comuns.

Funcionamento do ADSL
O ADSL basicamente divide a linha telefônica em 3 canais virtuais, sendo um para voz, um para download e outro para upload. Essa divisão também é “física”, onde a separação desses canais é feita por divisão das faixas de frequências que são suportadas pelo cabo, devido as limitações do cabo e visando um melhor aproveitamento do cabo telefônico, a maior faixa de frequencia disponível ou seja o maior canal é usado para Download e o menor canal usado para Upload. Por isso os links ADSL são assimétricos com velocidade maior de Download e upload menor.
Voz e Dados: Um modem ADSL tem um chip chamado "POTS Splitter" que divide a linha telefônica existente em duas partes: um para voz e um para dados. Voz viaja nos primeiros 4kHz de freqüência. As freqüências mais altas (até 2MHz, dependendo das condições da linha, densidade do arame e distância) é usado para tráfego de dados.
Dividida Novamente: Outro chip no modem, chamado "Channel Separator", divide o canal de dados em duas partes: um maior para download e um menor para o upload de dados. 
Perceba que graças a essa divisão de canais é possível navegar na Internet e falar ao telefone ao mesmo tempo, para separar a voz dos dados é instalado na linha do usuário um aparelho chamado splitter, nele é conectado o cabo que vai para o aparelho telefônico e modem. Atualmente no Brasil o ADSL é usado em duas versões o ADSL e ADSL2+, na primeira versão usada geralmente para velocidades de até 2Mb os seus limites são de até 8MB para Donwload e 800kbps para Upload, no ADSL2+ o maior aproveitamento dos canais fez com que a velocidade de Download chegasse a 24Mb e upload à 1Mb.
O ADSL funciona usando um modem específico para esse tipo de conexão, como vimos acima na divisão de canais dentro da linha telefônica, ela é usada unicamente como um meio de comunicação entre o modem do usuário e a central telefônica, não é necessário pagar pulsos telefônicos, pois a conexão ocorre por intermédio do modem e não discando para um número específico, como é feito com o acesso à internet via conexão discada. Isso deixa claro que todo o funcionamento do ADSL não se refere à linha telefônica, pois esta é apenas um “caminho”, mas sim ao modem. Quando seu modem estabelece uma conexão com o modem da central telefônica, o sinal vai para um roteador, em seguida para o provedor e finalmente para a internet. É importante frisar que é possível que este sinal saia diretamente do roteador para a internet. No Brasil, o uso de provedor não é mais  obrigatório.
O sinal citado acima, depois de enviado à central telefônica, é separado e os dados vão para um equipamento DSLAN (Digital Subscriber Line Access Multiplexer), que limita a velocidade do usuário e uni varias linhas ADSL (é este equipamento que faz com você navegue à 256 Kbps mesmo quando sua conexão suporta 2 Mbps).
Todas as empresas que fornecem ADSL só o fazem se o local do usuário não estiver a mais de 5 Km da central telefônica. Quanto mais longe estiver, menos velocidade o usuário pode ter e a conexão pode sofrer instabilidades ocasionais. Isso se deve ao ruído (interferência) que ocorre entre um ponto e outro. Quanto maior essa distância, maior é a taxa de ruído. Para que haja uma conexão aceitável é utilizado o limite de 5 Km. Acima disso pode ser possível, mas inviável o uso de ADSL.

Na Central Telefônica
Pelo Fio: Na outra ponta do fio (18,000 pés de distância no máximo) existe outro modem ADSL localizado na central da companhia telefônica. Este modem também tem um "POTS Splitter" que separa os chamados de voz e de dados.
Chamadas de Telefone: Chamadas de voz são roteadas para a rede de comutação de circuitos da companhia telefônica (PSTN – Public Switched Telephone Network) e procede pelo seu caminho como de costume.
Pedidos de Dados: Dados que vem de seu PC passam do modem ADSL ao multiplexador de acesso à linha de assinante digital (DSLAM – Digital Subscriber Line Access Multiplexer). O DSLAM une muitas linhas de ADSL em uma única linha ATM (Asynchronous Transfer Mode) de alta velocidade que fica conectada a Internet por linhas com velocidades acima de 1Gbps.
De Volta para Você: Os dados requeridos anteriormente retornam da Internet e são roteados de volta através do DSLAM e o modem ADSL da central da companhia telefônica chegando novamente ao seu PC.
 
PPPoE
Diante das informações acima, você deve se perguntar porque em muitos casos é necessário usar um programa para se conectar à internet, se o ADSL permite uma conexão permanente usando unicamente o modem.
O ADSL por si só é um meio físico de conexão, que trabalha com os sinais elétricos que serão enviados e recebidos. Funcionando dessa forma, é necessário um protocolo para encapsular os dados de seu computador até a central telefônica. O protocolo mais utilizado para essa finalidade é o PPPoE (Point-to-Point over Ethernet RFC 2516).
O protocolo PPPoE trabalha com a tecnologia Ethernet, que é usada para ligar sua placa de rede ao modem, permitindo a autenticação para a conexão e aquisição de um endereço IP à máquina do usuário. É por isso que cada vez mais as empresas que oferecem ADSL usam programas ou o navegador de internet do usuário para que este se autentique. Autenticando, é mais fácil identificar o usuário conectado e controlar suas ações.
Você pode estar se perguntando: por que os primeiros serviços de ADSL do país davam IP fixo ao usuário, sem necessidade de usar o PPPoE, ou seja, porque o PPPoE não foi usado antes? Naquela época, o protocolo PPPoE era novo (foi homologado em 1999) e, conseqüentemente, pouco conhecido. Com isso, o usuário usava ADSL através de uma conexão direta do modem à central telefônica, sem necessidade de autenticar. Mas quando as empresas começaram a descobrir as vantagens do PPPoE passaram a implantá-lo. Isso permite à companhia ter mais controle sobre as ações do usuário.
A perspectiva para o provedor de serviço

1. O DSL permite que as companhias de telefone usem quase 750 milhões dos fios de cobre existente no mundo para disponibilizar alta velocidade para acesso remoto à Internet, redes corporativas e serviços on-line em cima de linhas de telefone comuns. Essencialmente, o xDSL provê os meios para entregar a próxima geração de serviços de banda de difusão em cima de redes de telecomunicações existentes habilitando de tempo em tempo atualizações e vantagens de mercado.

2. O DSL habilita novas aplicações em real-time, multimídia interativo com qualidade na transmissão de vídeo. Tais aplicações incluem computação interativa, vídeo conferência, aprendizado a distância que requerem grande quantidade de banda disponível.

3. A indústria convergiu para uma série de extensos padrões que habilitam interoperabilidade e estão direcionando o DSL para o mercado de massa.

4. O DSL autoriza os provedores de serviço a prover uma taxa contínua garantida ou alternativamente uma taxa de serviço semelhante e adaptável a modems analógicos. Com ADSL, os usuários podem obter velocidades:

300 vezes mais rapidas que um modem 28.8Kbps
100 vezes mais rapidas um modem 56Kbps
70 vezes mais rapidas um modem 128Kpbs
Opções simétricas garantem de forma contínua ou alternada uma taxa de serviço com velocidades de até 2Mbps em cada direção. Colocando vários modems simétricos juntos podem atingir velocidades ainda maiores.

5. No mundo, tanto no uso residencial como no comercial, já ocorre tráfego DSL sem a necessidade do uso de linhas sobressalentes utilizando cabos de telefone já instalados. O ADSL proporciona para os provedores de serviço a capacidade de usar uma linha para trafegar dados, mantendo o serviço de telefonia, alavancando assim a infra-estrutura existente. Outras formas de DSL - como SDSL e SHDSL - permite múltipla derivação de canais de voz em cima de um único vínculo de DSL.

6. O DSL proporciona para as companhias de telefone a capacidade de oferecer um canal privado e segurança de comunicações entre o consumidor e o provedor de serviço:

Os dados trafegam na própria linha dos clientes, ao contrário dos cabos de telefone e serviços de modem onde a linha é compartilhada com outros.
Por ser uma linha dedicada ao cliente, as velocidades de transmissão não são afetadas por outros usuários que estão conectados.
7. O DSL está sempre ativo e conectado, como um telefone comum. Não há nenhum tempo desperdiçado discando o serviço várias vezes por dia esperando ser conectado, o DSL está pronto para uso sempre que seu cliente necessitar.

8. Todo provedor de serviço principal realizou testes provando a qualidade da tecnologia. Hoje, os provedores de serviço estão utilizando o DSL mundialmente. Em defesa deste mercado, um número grande de vendedores dos principais equipamentos estão despejando produtos de terceira e quarta geração, que oferecem melhor desempenho com baixo custo.

9. As redes baseadas em DSL são adequadas para o tráfego IP e ATM, provando assim, a futura tecnologia DSL como opção para as décadas que estão por vir.

10. O DSL provê o portal de comunicação para a próxima geração de tecnologias de rede sem infra-estrutura nova somada e sem reinvestimentos.

A perspectiva para o usuário final
DSL significa Digital Subscriber Line (Linha de Assinante Digital) - uma tecnologia que transforma linhas telefônicas comuns e antigas em um canal de alta velocidade para dados, informação, entretenimento e muito mais. Existem alguns tipos diferentes de DSL mas basicamente a diferença é:
DSL assimétrico (ADSL) que é otimizado para navegar na rede proporcionando ao cliente mais largura de banda, dando forma à rede.
DSL simétrico (SDSL)que é projetado para apoiar aplicações como Web hosting, computação interativa e acesso à Internet.
Alguns tipos de DSL ainda lhe permitem usar seu telefone ao mesmo tempo para conversações normais enquanto efetua a transmissão de dados. Isso proporciona uma enorme vantagem tanto em casa como no trabalho, otimizando o seu tempo.
O DSL provê um acesso remoto de alta velocidade à Internet, redes corporativas, e serviços on-lines em cima de linhas de telefone comuns.
Há uma ampla variedade de velocidades de serviço e opções de centenas de provedores a nível mundial. O DSL habilita o uso em real-time de multimídia interativa e transmissão de vídeo com qualidade superior ao utilizado hoje para novos serviços como transmissão de canais de TV pela Internet, vídeo-conferência, e até aprendizagem a distância através de vídeo/áudio/texto.

Muitas opções de DSL lhe dão a facilidade para ter ao mesmo tempo serviços de voz e dados em uso simultâneos através de uma única linha telefônica. Tanto estabelecimentos residenciais e comerciais, em todo mundo já estão sofrendo a escassez de linhas livres em cabos de telefone instalados, duplicando deste modo sua capacidade em um benefício real. O DSL provê um canal privado e seguro de comunicações, entre você e o provedor de serviço. Seus dados viajam através de sua própria linha telefônica, diferente dos cabos de telefone e serviços de modem onde a linha é compartilhada com outros.
Porque é sua própria linha dedicada, as velocidades de transmissão não são afetadas por outros usuários que estarão on-line. Com as conexões via "cable modem", as velocidades de transmissão caem sensivelmente a medida que mais usuários estão on-line.
O DSL funciona permanentemente assim como o seu telefone. Isto significa que não há nenhum tempo desperdiçado discando para o provedor, tentando acessar o serviço várias vezes ao dia esperando para ser conectado - O DSL está sempre pronto para uso. 


Fonte:
http://fernandosousa.wordpress.com/2009/09/22/como-funciona-o-veloxspeedyturbo-adsl/
http://forum.hardmob.com.br/threads/72881-Aprenda-como-funciona-o-Speedy.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Como Ser Bem Sucedido

Tenha metas claras e objetivos bem definidos.

Não se perca em muitos pensamentos, sonhos e fantasias, a vida não é uma novela, não é um filme de Hollywood nada será tão fácil e tão espetacular como assistimos. A vida nos oferece dificuldades e imprevistos, temos que estar firmes e com caminhos bem traçados.
Escreva em uma agenda, arquive no computador ou de qualquer outro modo, escreva seus projetos de pequeno, médio e longo prazo.
A cada dia pense no que fez para alcançá-los e analise seu desempenho. Tente se informar sobre todos eles, todos os passos necessários para progredir no que traçou e lembre-se: Use a pesquisa como fonte de informação.

Seja realista.

Cuidado com fantasias e ilusões. Seus sonhos não podem ser fictícios tem que ter uma mistura racional de pés no chão com empreendedorismo, ousadia e esperança. Saiba diferenciar o que é mediocridade e falta de fé com o exagero e sonhos fictícios.

Gestione seu tempo.

Saiba conciliar família, entretenimento, trabalho e estudos. Não podemos esquecer de nada que nos é importante, nunca teremos um sucesso verdadeiro se nossa família estiver fracassando, se você é um pai ausente ou marido ausente terá problemas e com certeza isso afetará sua vida profissional, acadêmica ou ambas.

Analise seus tipos de amizades e sua rede de relacionamento.

Alguém disse: "Você será a mesma pessoa que é daqui a cinco anos, exceto, as pessoas com quem você anda e os livros que você lê".
Pessoas medíocres falam coisas medíocres, fazem coisas medíocres, ensinam coisas medíocres e tornam outros medíocres. Aproxime-se de vitoriosos, bem sucedidos, aprenda, cresça, desenvolva-se como ser humano.
Tenha determinação em tudo que faz, nunca se deixe levar por desânimo, maus pensamentos ou desmotivação.
Em tudo que desejar invista determinação. A determinação transforma desejo em realidade, é ela que constrói e vai dando corpo no que até então era apenas uma idéia. Rejeite a "lei do menor esforço". As coisas fáceis qualquer um tem, por que são fáceis. As coisas difíceis, só alguns conseguem por que são difíceis. Faça parte do grupo seleto que conquista as coisas difíceis.
"Uma paixão forte por qualquer objeto assegurará o sucesso, porque o desejo pelo objetivo mostrará os meios". (William Hazlitt)

Recuse a ociosidade e o comodismo.

Alguém disse: "A ociosidade é o sepultamento do homem vivo". Não se acomode, não viva por viver. Faça uma história, faça a diferença, seja um contraste da maioria, pois a maioria não é uma boa referência, poucos o são.

Tenha bons exemplos e alguém vitorioso para espelhar-se.

Procure entender, compreender e imitar aquilo que deu certo. Aprenda com os vencedores. Leia biografias, não de heróis fictícios, mas de vencedores conhecidos por todos e que fazem da sua vida uma receita de sucessos. Leia sobre histórias de vida e saibam como essas pessoas sofreram e contornaram o sofrimento.

Observe os mais velhos bem sucedidos.

Tente conversar e ouvir experiências dessas pessoas, mas analise se ela é bem sucedida naquilo que ministra, pois não é bom tomar como conceito uma idéia incorreta. Nossa vida é formada por pensamentos, idéias e conceitos, qualquer elemento desses que for equivocado, causará prejuízos e alguns de grandes repercussões.

Analise sua mentalidade.

Somos compostos de experiências, formação psicológica e familiar.
Às vezes, nossas mentes e pensamentos estão mal condicionados, acostumados a perder, a fracassar a não acreditar no sucesso. É como se fosse uma programação, alguns estão programados para perder, estão configurados para derrota, não porque que queriam ou escolheram, mas porque nasceram sob dificuldades financeiras, com pais incultos e com educação precária.
Reconfigure-se. Formate sua programação. Construa tudo de novo. Reveja seus conceitos. Diga não aos próprios sentimentos, diga não as próprias convicções negativas, substitua os traumas do passado pela razão de uma receita de sucesso e avance todos os dias em busca daquilo que idealizou e nunca diga: "É bom demais para ser verdade".
"Se almejarmos somente a média, seremos medíocres. Se almejarmos a excelência, seremos excelentes". (desconhecido).
Cuidado com preconceitos, em algum momento da vida, nos ensinaram coisas erradas, ou ouvimos e acreditamos em coisas que nos atrasam, em virtude disto, temos que estar atentos para retificar esses conceitos.
"A enfermidade do ignorante é ignorar sua própria ignorância." ( Amos Bronson Alcott).

Tenha uma vida emocional e intelectual sadia.

Esteja alerta. Hoje nós temos bombardeios diários, de hora em hora e a todo momento por informações inúteis e fantasiosas quem tiram o foco e nos tornam medíocres e alienados. Sua mente pode perder o foco de uma vida saudável e próspera por informações prejudiciais, por meio de programas de televisão, revistas de temas inúteis. Não seja mediocre, tenha uma visão de futuro. Não perca tempo com coisas nulas ou que te tirem do foco.
Seus objetivos devem estar bem fixos na sua mente, e todos os dias você deve conciliar o tempo, sabendo que a cada dia sabe como dar um passo em rumo do sucesso. A mídia, os meios de comunicação, enfim, tudo que "controla" ou manipula a massa não tem interesse em informar o correto ou formar pessoas inteligentes, pelo contrário os proprietários, sócios e acionistas das empresas de comunicação em massa, sabem que pessoas bem ocupadas e inteligentes, têm pouco tempo para gastar com seus programas e não podem ficar sendo manipuladas pelas suas reportagens, não ficam horas e horas assistindo propaganda e comercias gerando desejo de comprar aquilo que é oferecido na publicidade. O consumismo é uma realidade na vida de pessoas que tem uma mente vazia e sem objetivos concretos.
Leia bons livros. Existe uma infinidade de livros e temas que formam pessoas inteligentes, sábias e de sucesso. Busque, encontre, leia, pesquise e descubra a receita do progresso. Todos que buscam a pesquisa de informações e o conhecimento como receita do sucesso, logo percebem que não podem perder tempo com coisas sem sentido. A Internet também oferece uma infinidade de sites que possuem informações, dicas e lições de vida.
Ajude sua família, tente ler e descobrir como se tornar uma pessoa melhor para seus entes queridos, vizinhos colegas de trabalho, pois as pessoas mais próximas podem nos oferecer uma convivência positiva e sadia, nos dando mais conforto emocional e apoio em eventuais necessidades. De nada adiantaria sucesso profissional, riqueza e prosperidade com solidão, egoísmo e ganância, pois somos seres comunitários, temos a necessidade de nos relacionarmos, termos alguém por perto para dividir as alegrias e compartilhar o que galgamos. O sucesso terá muito mais sabor.
Tenha uma vida próspera, pratique esportes, passeie com a família, saia quando puder com bons amigos. Tenha Deus, tenha esperança.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Contornando consumo excessivo de memória do Firefox



Essa é para quem, assim como eu, sofre com o consumo de memória excessivo por parte do Firefox.
O meu firefox, último release estável da versão 3, facilmente chegava a casa dos 600 MB de ram utilizados, mesmo após ter fechado a maior parte das tabs. Durante meses, constatei que o consumo de memória apenas crescia, nunca - ou raramente - decrescendo. A situação ficava pior ainda quando assistia vídeos e outros tipos de streaming, quando o consumo aumentava consideravelmente.
Eu tenho o costume de ficar com literalmente dezenas de tabs abertas em certos momentos, onde muitas delas são relacionadas a coisas do trabalho, enquanto outras estão em webmail, ou bloglines, ou em inúmeras páginas de conteúdo, que vou lendo aos poucos ou abro para ler mais tarde. Claro, existem algumas extensions, como o Read it Later e GMail Manager (que permite acompanhar múltimas accounts do gmail) que ajudam a diminuir o número de tabs, mas a regra geral se aplica.
O fato é que o uso de memória sempre foi excessivo. O problema não é generalizado, pois constatei que outras máquinas com o mesmo Firefox não tinham um consumo tão elevado. Talvez a grande quantidade de plugins (19, atualmente) (ou seria algum em específico?) que uso causem o problema, mas como desinstalá-los não é uma opção, nos resta procurar algma outra solução. Pesquisando no Google sobre o “problema” (como “firefox memoy leak”) vi que isso não se deve necessariamente a algum vazamento de memória, tanto que os desenvolvedores chamam isso de “Funcionalidade”.
Eis a razão: o Firefox, em tentativas de tornar a navegação mais rápida, armazena em memória diversas coisas, como as “n” últimas páginas visitadas, realiza “pre-fetching” de páginas, e assim por diante. Isso tudo acarreta em um uso maior de memória. Por sorte, é bastante fácil mudar isso.
Todas os passoas a seguir devem ser feitos na página de configurações, que é acessível através da URL “about:config” - ou seja, abra uma tab nova no Firefox, e digite about:config.
#1 browser.cache.memory.capacity
Controla quanto de memória é utlizado para cachear as páginas. No campo “Filter“, digite “browser.cache.memory.capacity“. Caso nada seja retornado, você deverá criar este valor. Para tanto, clique com o botão direito do mouse, e selecione New -> Integer. O campo “New Integer value”, digite “browser.cache.memory.capacity”, e no próximo diálogo informe o valor em KB do cache. Eu utilizei 1024 (1 MB).
Caso a chave já exista, mude-a para o valor que desejar.
#2: browser.cache.disk.capacity
Determina quanto de espaço em disco é utlizado para cachear as páginas. Defina para o valor que desejar. Eu utilizei 5000.
#3: config.trim_on_minimize
Esta opção, que parece funcionar apenas em Windows (utilzo Mac), informa ao Firefox para liberar memória quando for minimizado para a barra de tarefas. Para criar esta chave, caso não exista, clique com o botão direito e escolha New -> Boolean, definindo seu valor para “true”.
#4: network.prefetch-next
Quando definido para “true” (New -> Boolean), informa ao Firefox para fazer “pre fetching” (”busca em background”) de todos os links definidos com o atributo “rel=prefetch”. Eu deixei essa opção para “false”, pois não quero que páginas que muito provavelmente não acessarei fiquem consumindo minha banda e memória RAM.
#5: browser.sessionhistory.max_total_viewers
Controla quantas páginas ficarão no histórico dos botões “Voltar” (Back) e “Avançar” (Forward) do browser. Eu deixe essa opção (New -> Integer) para um valor baixo, como 5.
Venho testando essa configuração a vários dias, e posso afirmar que o consumo de memória caiu quase pela metade, e, principalmente, liberando memória quando chega em um determinado patamar. Ou seja, o Firefox realmente libera memória depois de um certo tempo.
  

Fonte:http://rafaelsteil.com/2008/12/10/contornando-consumo-excessivo-de-memoria-do-firefox/

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Memória DDR3(Double Data Rate 3)

Introdução

As memórias DDR3 (Double Data Rate 3) chegaram ao mercado para substituir o padrão DDR2, tal como este substituiu o tipo DDR. A motivação dessa mudança é, como sempre, a necessidade de melhor desempenho. Neste artigo, você verá as principais características das memórias DDR3 e conhecerá suas diferenças em relação aos padrões anteriores.

Principais características das memórias DDR3

As memórias DDR se destacam em relação ao padrão anterior - memórias SDR SDRAM - porque são capazes de realizar duas operações de leitura ou escrita por ciclo de clock (em poucas palavras, a velocidade com a qual o processador solicita operações - entenda mais neste artigo sobre processadores). As memórias DDR2, por sua vez, dobram essa capacidade, realizando quatro operações por ciclo de clock.
O tipo DDR3 segue o mesmo caminho: dobra a quantidade de operações por vez em relação ao padrão anterior, ou seja, realiza 8 procedimentos de leitura ou gravação a cada ciclo de clock, quatro no início deste e outros quatro no final.
Para compreender melhor este aspecto, considere que, quando nos referimos ao ciclo de clock, estamos tratando da comunicação da memória com o exterior. Porém, a memória trabalha com uma frequência própria internamente.
Levando essa característica em conta mais a questão das operações por ciclo de clock, temos o seguinte cenário:
- Um módulo DDR-400, por exemplo, funciona internamente a 200 MHz, mas oferece 400 MHz por trabalhar com duas operações por ciclo (2 x 200);
- Um pente DDR2-800, que também funciona internamente a 200 MHz, pode oferecer 800 MHz, já que faz uso de quatro operações por vez (4 x 200).
- Seguindo a mesma lógica, podemos tomar como exemplo um módulo DDR3-1600 que, assim como os anteriores, funciona internamente a 200 MHz, no entanto, por utilizar 8 operações por ciclo de clock, pode oferecer 1.600 MHz (8 x 200).
Vale frisar que, em termos gerais, as taxas da frequência de comunicação externa são quatro vezes maiores que o clock interno. Com isso, um módulo que trabalhar internamente a 200 MHz funciona externamente a 800 MHz, por exemplo.
Há, no entanto, um aspecto onde a memória DDR3 leva desvantagem: a latência, em poucas palavras, o tempo que a memória leva para fornecer um dado solicitado. Quanto menor esse número, melhor. Eis as taxas mais comuns para cada tipo de memória:
- DDR: 2, 2,5 e 3 ciclos de clock;
- DDR2: 3, 4 e 5 ciclos de clock;
- DDR3: 7, 6, 8 ou 9 ciclos de clock.
Perceba que, com isso, um módulo DDR2 pode gastar até 5 ciclos de clock para começar a fornecer um determinado dado, enquanto que no tipo DDR3 esse intervalo pode ser de até 9 ciclos.
Para conseguir diminuir a latência, fabricantes fazem uso de vários recursos nos módulos DDR3, como um mecanismo de calibragem de sinal elétrico, que proporciona maior estabilidade nas transmissões.
Saiba mais sobre latência no texto Memória ROM e RAM.
No que se refere ao consumo de energia, as memórias DDR3 conseguem levar vantagem em relação às tecnologias anteriores: por padrão, trabalham com 1,5 V, contra 1,7 V e 2,5 V dos tipos DDR2 e DDR, respectivamente. É importante destacar, no entanto, que esses valores podem ser aumentados ligeiramente pelo fabricante para atender a determinadas necessidades - alcançar um determinado nível de clock, por exemplo.

Dual-Channel e Triple-Channel

Tal como acontece com seus antecessores, os módulos DDR3 também podem trabalhar com o esquema Dual-Channel, onde controlador faz com que as memórias possam transferir o dobro de dados por ciclo: em vez de 64 bits, transferem 128 bits.
Mas, a partir da linha de processadores Intel Core i7, as memórias DDR3 passaram a contar com uma nova modalidade: Triple-Channel. Como o nome indica, neste modo, as memórias passam a trabalhar com o triplo de dados por ciclo. Assim, se cada canal transmite 64 bits, temos então um total de 192 bits por vez. Além disso, se no modo Dual-Channel é necessário utilizar dois pentes de memória com as mesmas especificações, no Triple-Channel são necessários três. Isso indica que a placa-mãe necessita contar não só com um chipset compatível (o mesmo vale para o processador) como também possuir mais slots de memória, tornando tais dispositivos mais caros ao usuário.
 Placa-mãe com suporte a Triple-Channel - Imagem por Asus

Aspectos físicos das memórias DDR3

Assim como as memórias DDR e DDR2, os módulos DDR3 contam com uma ranhura, isto é, com uma pequena divisão entre seus terminais de contato. Para evitar confusão entre os padrões, cada tipo possui esse espaço em uma posição diferente. No caso das memórias DDR3, a ranhura está mais à esquerda. A imagem abaixo mostra um comparativo entre os três tipos:
  Comparativo: memórias DDR3, DDR2 e DDR - Imagens por Kingston
As memórias DDR3 seguem o exemplo do tipo DDR2: geralmente são encontradas com chips que utilizam encapsulamento CSP (Chip Scale Package) com encaixes FBGA (Fine pitch Ball Grid Array), cuja principal característica é o fato de os terminais do chip serem pequenas soldas. A vantagem disso é que o sinal elétrico flui mais facilmente e há menos chances de danos físicos. A memória DDR, por sua vez, é frequentemente encontrada em encapsulamento TSOP (Thin Small Outline Package). Saiba mais sobre isso no artigo Memórias ROM e RAM.
O número de contatos dos módulos DDR3 também é o mesmo dos pentes DDR2: 240. O tipo DDR possui 184.

On-Die Termination (ODT)

Este é mais um ponto onde as memórias DDR3 são semelhantes ao padrão DDR2: ambas trabalham com um recurso denominado On-Die Termination (ODT). Trata-se de uma tecnologia que ajuda a evitar erros de transmissão. Como?
Os sinais elétricos sofrem um efeito de retorno quando chegam ao final de um caminho de transmissão. Grossamente falando, é como se a energia batesse em uma parede no final de seu caminho e voltasse. Por motivos diversos, esse efeito também pode ocorrer no "meio do caminho". No caso das memórias, esse problema, conhecido como "sinal de reflexão", pode significar perda de desempenho e necessidade de retransmissão de dados.
Nas memórias DDR, esse problema é tratado por meio de um método que reduz o sinal de reflexão a partir de resistores que são adicionados à placa-mãe. É desse dispositivo que vem o nome "terminação resistiva".
Nas tecnologias DDR2 e DDR3, a terminação resistiva na placa-mãe não se mostrou eficiente, pelas características físicas desses tipos de memória. Diante desse problema, foi necessário estudar alternativas e então surgiu o ODT. Nesta tecnologia, a terminação resistiva fica dentro do próprio chip de memória. Com isso, o caminho percorrido pelo sinal é menor e há menos ruídos, isto é, menos perda de dados. Até a placa-mãe acaba se beneficiando dessa tecnologia, já que um componente deixa de ser adicionado, reduzindo custos de produção.

Nomenclatura das memórias DDR3

Tal como suas antecessoras, as memórias DDR3 seguem duas denominações: DDR3-XXXX e PC3-YYYY, onde YYYY indica a quantidade de megabytes transferidos por segundo (valor máximo teórico). A tabela a seguir mostra as especificações mais comuns:
MemóriaNome AlternativoFrequência internaFrequência externaTaxa de transmissão
DDR3-800PC3-6400100 MHz400 MHz6.400 MB por segundo
DDR3-1066PC3-8500133 MHz533 MHz8.533 MB por segundo
DDR2-1333PC3-10600166 MHz667 MHz10.667 MB por segundo
DDR3-1600PC3-12800200 MHz800 MHz12.800 MB por segundo
DDR3-2000PC3-16000250 MHz1000 MHz16.000 MB por segundo
 Faltou explicar o significado de XXXX, não é mesmo? Esse número faz alusão a uma medida conhecida como megatransfer - em nosso caso, megatransfer por segundo, isto é, MT/s -, que informa a quantidade de dados transferidos por vez. Assim, um módulo DDR3-800 indica que o dispotivos trabalha com até 800 milhões de transferência de dados por segundo.

Finalizando

DDR, DDR2 e, agora, DDR3. Tanta variação faz parte da necessidade constante que a indústria tem de oferecer tecnologias que possam acompanhar o crescente poder dos processadores. Isso indica que um novo padrão, talvez o DDR4, está por vir? Pode ter certeza que sim. Empresas como Intel e entidades como JEDEC já trabalham nas especificações de novos de memórias que possam ser não só mais rápidas, mas também viáveis em termos de custo e consumo de energia.

Fonte:  http://www.infowester.com/memddr3.php